14 de out. de 2010

Dilma tem seis pontos de vantagem, aponta Ibope


O Jornal Nacional divulgou, na noite desta quarta-feira (13), pesquisa do Ibope que indica uma redução da vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, contra seu adversário do PSDB, José Serra. Na primeira pesquisa do Ibope após o segundo turno, Dilma aparece com 49% das intenções de voto contra 43% de Serra. Uma vantagem de seis pontos.
Na última simulação de segundo turno feita pelo Ibope, às vésperas do primeiro turno, Dilma tinha uma vantagem de 14 pontos percentuais. O Ibope assinalou, porém, que não é aconselhável comparar os dois números: o primeiro referia-se a uma situação hipotética, este agora a uma situação real. Excluídos os votos brancos e nulos e as abstenções, contados, portanto, apenas os votos válidos, Dilma fica com 53% contra 47% de Serra. A pesquisa tem margem de erro de 2%.
Das pesquisas divulgadas no segundo turno, esta do Ibope é a que registrar a menor distância entre Dilma e Serra. Pesquisa do Datafolha divulgada no domingo indicava uma vantagem de Dilma de 8 pontos percentuais sobre Serra.
Essa também é a vantagem registrada por pesquisa do Instituto Vox Populi, também divulgada hoje. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 48% das intenções de voto contra 40% de Serra. A pesquisa tem margem de erro de 1,8%

PTC vai apoiar Dilma, garante Eriberto Medeiros





Vereador do Recife e deputado estadual eleito, Eriberto Medeiros (PTC) destacou que o partido vai trabalhar em função da eleição da presidenciável Dilma Rousseff (PT). No entanto, ressaltou que esse papel cabe mais aos partidos que fazem parte da coligação majoritária. "Alguns partidos têm a obrigação moral de estarem com um volume maior de campanha nas ruas neste segundo turno. Quem tem secretaria ou presidência da Assembleia tem que estar mais engajado. Mas nós vamos fazer a nossa parte", assegurou o parlamentar, em entrevista à Rádio Folha FM.

Eriberto também comentou sobre o crescimento do partido, que a partir de 2011 terá três deputados estaduais, a quarta maior bancada na Assembleia. Além disso, o PTC terá quatro vereadores no Recife, sendo a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PT. "O que vale na política é a representatividade e os votos nas ruas. Nada mais justo que tenhamos espaços, o que hoje não estamos tendo no governo", apontou.

Ainda sobre a PCR, Eriberto garantiu que tem dado apoio ao prefeito João da Costa (PT), atualmente licenciado em função de um transplante no rim realizado na última segunda-feira. "Cabe ao prefeito ver se é importante para a prefeitura nossa participação em sua administração", destacou o deputado eleito. Ele revelou que sente saudades da gestão do ex-prefeito João Paulo (PT), entre 2001 e 2008. "É público e notório que João Paulo tinha uma aproximação maior com vereadores. Sinto saudades. Foi uma grande administração, que deu uma alavancada de muitas mudanças que aconteceram na cidade. Tínhamos muito mais acesso ao prefeito do que têm os vereadores atuais", afirmou.

Governador de MT busca apoio de prefeitos para Dilma







O governador reeleito de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), se reúne hoje às 18 horas com 130 prefeitos de vários partidos em busca de adesão à campanha de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Silval pretende reverter a vantagem do candidato José Serra (PSDB), que no primeiro turno derrotou a candidata petista em 85 dos 141 municípios mato-grossenses. No total, Serra obteve em Mato Grosso 678.614 votos e Dilma, 659.771. A diferença foi de 18.843 votos, de acordo com o Estadão.

PP anuncia apoio formal à candidatura de Dilma






O presidente do Partido Progressista, senador Francisco Dornelles (PP-RJ) formalizou, nesta quinta-feira,o apoio da legenda à candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência da República,segundo o portal Terra.
Apesar do apoio da agremiação, Estados que historicamente apoiam políticos tucanos em nível nacional, como os da região sul do País, estão liberados para integrar a campanha de José Serra (PSDB) na corrida pelo Palácio do Planalto.
"O PP no primeiro turno apoiou majoritariamente a ministra Dilma. Quero reiterar este apoio porque concordamos com o programa da ministra", disse Dornelles.

Lula afirma que enfrentou 'preconceitos' e 'mentira' em campanhas eleitorais







O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (14), no Piauí, que enfrentou muitos “preconceitos” durante campanhas eleitorais e que teve de se posicionar em diversas ocasiões sobre a legalização do aborto. Ele participou da cerimônia de entrega das instalações ampliadas do Campus Teresina Central, do Instituto Federal do Piauí. “Se contava muita mentira de mim. Eu tinha barba e por isso eu era comunista. E os mentirosos não tinha coragem de dizer que Jesus Cristo tinha barba comprida, que Tiradentes tinha barba comprida”, disse.
“Quantas vezes eu tive que explicar porque tinha estrela na bandeira do PT e a quantidade de vezes que eu tinha que responder sobre aborto. Quantas vezes tinha que responder a questões que não diziam respeito a um presidente da República”, criticou. Lula afirmou ainda, durante o discurso, que foi acusado, em período eleitoral, de querer fechar igrejas. Segundo ele, a divulgação de boatos é um estratégia para derrotar o adversário. “As pessoas que são contra ficam jogando casca de banana para ver se a gente pisa e se a gente cai. Diziam que eu ia fechar igreja evangélica, que eu não ia cuidar dos pobres, que eu ia tirar tudo das pessoas mais pobres. ”, contou.
Ao afirmar que não quer passar o "bastão" de presidente apenas para o candidato eleito, mas também para o povo, Lula afirmou que os brasileiros não querem "voltar ao passado". "O povo não quer voltar a um passado de desprezo, a um passado de descaso. Nós cansamos e não queremos ser tratados como se fossemos de segunda classe", afirmou.Lula voltou ainda a dizer que o governante precisa cuidar do país como "uma mãe cuida dos filhos". O presidente também defendeu que os candidatos sejam claros e mostrem "para quem" irão governar.
"Você tem que ter lado e dizer para quem vai governar. O melhor exemplo que dou é a arte de ser mãe. Governar é como uma mãe tomando conta da sua família. Garantindo a todos o direito de ter oportunidades. Essa é a arte de governar. É a grande lição de vida."Lula afirmou que "ricos não precisam de governo". Para ele, os governantes devem se dedicar à classe pobre da população. "Tem escolher quem é que precisa de governo. O rico não precisa de governo. Tem uma classe que não precisa de governo. Quem é que precisa de governo? É a parte mais pobre da população.

PREFEITO DE BREJINHO AINDA COMEMORA NÚMEROS






O prefeito de Brejinho José Vanderlei "enfatizou e agradeceu pelo votação em seu candidatos e disse que continuaria trabalhando pois o segundo turno esta próximo e projeto de Lula não pode parar, pois o Nordeste é o mais benefiado com as ações do Governo Federal. O prefeito comemora os números : A dois anos venceu a eleição municipal por apenas 111 votos. Agora deu a seus candidatos Ângelo Ferreira e Ana Arraes quase três mil votos batendo os candidatos do ex prefeito Chico Dudu. O Governador Eduardo Campos teve cerca de 94% dos votos válidos, uma das votações mais expressivas do estado.

Marina Silva: "Pela minha tradição, eu seria favorável a apoiar o PT"







Durante entrevista para o Terra TV, na tarde desta quinta-feira (14), a senadora e ex-candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva, afirmou que por sua trajetória e carreira política estaria "mais próxima" de apoiar o PT neste segundo turno das eleições presidenciais. "Pela minha tradição eu seria mais favorável a apoiar o PT", declarou a senadora que alcançou 20% no primeiro turno e definirá seu apoio político entre os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no próximo dia 17.

Marina criticou a cobertura da imprensa sobre os temas relacionados ao aborto e às questões religiosas. A senadora disse ainda que, durante a disputa no primeiro turno, sentia que as perguntas que envolviam os estes assuntos eram voltadas "quase que exclusivamente" a ela. "Nos debates do primeiro turno, sentia que essas questões eram dirigidas à mim e pensava: "será que tem a ver com minha fé religiosa?'". Marina afirmou que debateu com clareza os temas ligados ao aborto e a religião. "Eu tenho a alegria de dizer que as debati e coloquei a minha posição contrária, por questões religiosas e filosóficas. Não as escondi. Espero que não tenhamos uma visão preconceito nem em relação a quem crê e nem a quem não crê", defendeu a ex-candidata.

Como o aborto tem sido a principal questão que vem pautando o segundo turno, Marina foi questionada sobre seu posicionamento em relação à opinião dos candidatos José Serra e Dilma Rousseff. "Eu não tenho condições de julgar a fé das pessoas. Se ele (Deus) não julgava, como é que eu vou julgar". Em seguida, a senadora foi questionada sobre a existência de um Estado laico no Brasil, porque o aborto não poderia ser legalizado sem a geração de polêmica. Ao responder, Marina, como vinha fazendo no período de campanha, defendeu a realização de um plebiscito popular, onde a vontade da população prevaleceria.

Para Temer, dizer que Dilma e Serra estão empatados é 'forçação de mão'






O candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff (PT) ao Planalto, Michel Temer (PMDB), afirmou que classificar os resultados da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira de empate técnico é "forçação de mão". O levantamento mostra Dilma com 46,8% das intenções de voto, contra 42,7% de José Serra (PSDB). Os votos brancos, nulos e indecisos somam 10,6%.

Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou menos, a pesquisa aponta empate técnico entre Dilma e Serra, se a petista ficar no limite mínimo dos votos e Serra, no limite máximo. "Não temos do que reclamar. Estamos na frente. A perspectiva é muito boa, há predominância de Dilma", afirmou Temer.

Segundo a pesquisa, Dilma tem 52,3% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), enquanto Serra tem 47,7% dos válidos. O levantamento foi feito entre os dias 11 e 13 de outubro, em 136 municípios, com a realização de 2.000 entrevistas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 35.560/2010.

11 de out. de 2010

Dilma diz ser 'cúmulo do preconceito' questionar sua religiosidade


Ela participou de missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Durante a missa, a candidata do PT rezou e cantou, mas não comungou.

Dilma Rousseff durante missa realizada na Basílica
de Nossa Senhora Aparecida (Foto: AP)

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira (11), em Aparecida, no interior de São Paulo, que tem "formação religiosa forte" e rebateu uma crítica, feita por um jornalista, de que estaria usando a religião com palanque eleitoral. "Eu acho que ninguém tem o direito de dizer qual é a minha crença, quem pode falar sobre crença religiosa é Deus", afirmou.

"Eu fui por opção para um colégio de freiras, eu queria fazer primeira comunhão (...) tive formação religiosa forte. O caminho que sua vida toma, você faz atalhos, desvios. Eu tive um processo ruim que me fez refletir. Essas questões dizem respeito a mim. Acho que isso (questionarem sua religiosidade) é o cúmulo, mas o cúmulo do preconceito", completou. Dilma falou com a imprensa após participar de uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida.

Dilma voltou a aparecer com a bota ortopédica, segundo ela, por causa da intensa atividade dos últimos dias. "Ontem, eu cheguei em casa e meu pé estava, eu diria, robusto. Fiz fisioterapia com gelo. O [Antonio] Palocci [coordenador da campanha], e ele ainda é médico, olhou e disse: Bota a bota".

A candidata disse ter sido a primeira vez que visitou o santuário, mas afirmou ter "devoção especial por Nossa Senhora por circunstâncias especiais". Ela disse que não queria falar sobre o assunto por ser uma questão pessoal. "Acho que minha religião diz respeito a imagem de Deus dentro de mim". Questionada se era por causa do câncer que enfrentou, ela não respondeu.

Dilma voltou a dizer que é vítima de boatos sobre sua posição a respeito do aborto. "As pessoas que falam não aparecem (...) não atribuo a ninguém. Não acho que pode ser algo que deve ser tratado como questão religiosa, tem alto conteúdo eleitoral".

Sobre o debate realizado pela TV Bandeirantes neste domingo (10), ela negou ter sido agressiva. "Quando tem dois candidatos, as opiniões ficam mais claras (...) que qualificação é essa de agressividade quando se é assertivo a respeito das próprias convicções. Quando não se é, vocês [jornalistas] dizem que o debate foi morno".

Ela ainda comparou o adversário, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, com a atuação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. "A minha geração lembra muito da Guerra do Vietnã, porque havia subestimação total por parte da maior potência, os Estados Unidos, e meu adversário, não sei porque, tem mania de subestimar as pessoas, de se sentir superior a elas. Então, eles [adversários] estavam esperando que eu não apresentasse as minhas posições (...) mas o debate é para isso".

Missa

Dilma chegou ao santuário pouco antes das 9h, acompanhada pelo deputado federal eleito, Gabriel Chalita (PSB), o segundo mais votado em São Paulo, ligado à Igreja Católica, e por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da presidência.

A candidata cumprimentou fiéis e sentou-se na primeira fileira. A missa foi celebrada pelo padre Rogério Gomes, que veio de Roma para a festa da padroeira, Nossa Senhora Aparecida, que será realizada na terça-feira (12).

O padre anunciou a presença de Dilma durante a missa, que tinha um público de 14 mil pessoas, segundo a assessoria de imprensa do santuário. O padre disse que ela “deu uma pausa na campanha para rezar”. "Rezar é importante, rezar é necessário, rezar sempre resolve", completou o Padre Rogério Gomes.

Durante a missa, Dilma rezou, cantou, mas não comungou (ato no qual os católicos acreditam receber o corpo de Cristo). No entendimento dos católicos, não deve comungar quem não vai frequentemente à missa. A celebração durou uma hora e Dilma concedeu, em seguida, entrevista à Rede Aparecida, da Igreja Católica.

Collor e Lessa juntos no segundo turno em Alagoas





Os ex-governadores de Alagoas Ronaldo Lessa (PDT) e Fernando Collor de Mello (PTB) são adversários históricos da política alagoana. Ambos já rivalizaram em várias disputas, inclusive em 2006, quando disputaram o Senado Federal e Lessa acabou derrotado. No entanto, em nome de uma aliança em torno da candidatura da presidenciável Dilma Rousseff (PT), Collor declarou apoio ao pedetista na disputa pelo governo do Estado de Alagoas, informou o Alagoas 24horas.

Ronaldo Lessa (PDT) enfrentará Teotonio Vilela Filho (PSDB) no segundo turno. Fernando Collor disputou o primeiro turno, mas ficou na terceira posição na disputa pelo Palácio República dos Palmares. O manifesto assinado pelo PTB que declara apoio a Ronaldo Lessa ainda traz todos os partidos que estiveram “irmanados” na campanha de Collor, como PRB e PMN.

Oficialmente, o documento assinado por Fernando Collor destaca “a certeza de que as agremiações além de fazerem parte da bancada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possuem conteúdo programático para atender ao povo alagoano”. A resolução do partido do senador petebista ainda cobra fidelidade partidária dos integrantes da legenda.

Collor foi indagado sobre a situação da eleita deputada federal Célia Rocha (PTB), que declarou em uma rádio apoio ao tucano Teotonio Vilela Filho. Fernando Collor disse que “foram divulgadas versões” e não “o fato”. “Em política, costuma-se dizer que o que vale é a versão e não o fato. O que foi divulgado não representa o que ocorreu na entrevista dada por Célia Rocha. Conversei com ela duas vezes e negou que tenha externado voto a A ou B. Ela estava emocionada, quando deu a entrevista. Todos conhecem a Célia Rocha e ela vai seguir o partido”.

O detalhe é que mesmo cobrando fidelidade partidária em Alagoas, o PTB de Fernando Collor – que apoia Dilma Rousseff – marcha com o presidenciável José Serra (PSDB). Quanto à aliança com Ronaldo Lessa, Fernando Collor de Mello frisa: “É com absoluta convicção e com certeza de que estamos no caminho certo que aqui hoje nos encontramos. Nosso caminho não poderia ser diferente a este que aponta para um rumo diferente da coligação que aí está”.

De acordo com Fernando Collor, há pontos coincidentes entre a campanha dele e a de Ronaldo Lessa. “O maior é o fato de pertencermos à base de apoio a Lula, que faz um governo que a todos nos deixa envaidecido”. Fernando Collor disse ainda que Ronaldo Lessa terá seu “total apoio, irrestrito e incondicional”.

Collor somou o percentual de votos que teve no primeiro turno ao de Lessa e disparou: “60% da população rejeita o governo que aí está. Este governo nos deixou os piores índices”. Por fim, fez uma – em suas próprias palavras – “convocação”. “A todos que me confiaram votos, eu convoco para buscarem os votos que puderem para Dilma Rousseff e Ronaldo Lessa”. Ao final ainda brincou com um bordão de sua própria campanha em referência ao número de Lessa, nas urnas: “Buzinou é 12”.

Dilma e Serra participam do primeiro debate do 2° turno

Encontro foi promovido neste domingo (10) pela TV Bandeirantes.
Aborto e privatizações foram alguns dos temas abordados.




Os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma
Rousseff (PT) no primeiro debate do 2º turno.

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) participaram na noite deste domingo (10), em São Paulo, do primeiro debate deste segundo turno das eleições. O encontro foi promovido pela TV Bandeirantes.
O debate foi dividido em cinco blocos. No primeiro, os candidatos responderam a uma pergunta feita pelo mediador sobre qual tema era considerado o mais importante em seu programa de governo. Na sequência, os candidatos fizeram perguntas entre si. Quem perguntava tinha direito a réplica e o que respondia pode usar a tréplica. Nos segundo, terceiro e quarto blocos, os candidatos fizeram perguntas entre si seguindo as mesmas regras do final do primeiro bloco. No último bloco, os presidenciáveis tiveram três minutos cada para suas considerações finais.
O encontro, que durou cerca de duas horas, abordou os seguintes temas: educação, distribuição de renda, descriminalização do aborto, denúncias de corrupção, segurança pública, situação econômica das santas-casas, tratamento de dependentes químicos, capitalização da Petrobras, exploração do pré-sal, privatizações, medicamentos genéricos, infraestrutura de portos e aeroportos, programas sociais e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
Ainda no primeiro bloco, o clima de confronto aberto entre os candidatos tomou conta. Dilma fez a primeira pergunta a Serra acusando o tucano e seus aliados de fazer uma campanha “do submundo da política”. O tucano respondeu que Dilma estava se vitimizando. Ele afirmou que a população cobra coerência e que por isso as declarações anteriores da petista a favor da descriminalização do aborto precisavam ser conhecidas. “Trata-se de ser coerente, de não ter duas caras”.
A petista fez sua réplica no mesmo tom. Ela afirmou que o adversário tinha de ter cuidado para não ter “mil caras”. Dilma disse que Serra fez a regulamentação dos casos em que o aborto é permitido quando era ministro da saúde. O tucano, em sua tréplica, afirmou que ele apenas editou uma norma técnica para disciplinar a realização de abortos nos casos de estupro e de risco de vida para a mãe, que já estão previstos na legislação desde 1940. O tema aborto foi retomado ainda pelos candidatos em outros momentos do debate.
As discussões sobre privatizações foram assunto em boa parte do encontro dos presidenciáveis. Dilma perguntou primeiro ao adversário sobre a recente capitalização da Petrobras e o aumento da participação da União na empresa. O tucano respondeu atacando ao afirmar que no governo Lula foram vendidas ações do Banco do Brasil reduzindo o capital nacional no banco.
Dilma foi mais direta na sequência e citou declarações atribuídas a aliados de Serra defendendo a “privatização” da exploração do petróleo da camada pré-sal. Ela afirmou que tinha dúvidas se não haveria intenção também de privatizar a Petrobras.
O tucano afirmou que tem coerência e que não vai “pela cabeça dos outros”. Serra destacou uma entrevista antiga do atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, na qual ele elogia a lei do Petróleo, aprovada no governo Fernando Henrique, que acabou com o monopólio da Petrobras.
Serra atacou também ao valorizar as privatizações feitas na área de telefonia. “Se fosse pelo PT, o Brasil seria o país do orelhão”, afirmou o tucano. Dilma rebateu e afirmou que seu país é o da banda larga, em referência ao Plano Nacional de Banda Larga.
Outro tema bastante explorado foi segurança pública. Serra puxou o tema defendendo que um ministério específico poderá ajudar a resolver os problemas nesta área. O tucano destacou a queda na taxa de homicídios em São Paulo e destacou a necessidade de se reforçar o policiamento nas fronteiras. Dilma afirmou que o governo federal já firmou parcerias com os governos estaduais para melhorar o policiamento nas fronteiras e destacou os veículos aéreos não tripulados (Vants) como reforço nessa área.
No último bloco, Dilma foi a primeira a realizar suas considerações finais. Ela reclamou de ataques que vem recebendo na campanha, afirmou que existe uma disputa entre dois projetos, um ligado ao governo Fernando Henrique Cardoso e outro ao governo Lula, e pediu o voto dos eleitores. “Quero pedir, de forma humilde, o seu apoio e o seu voto, e dizer que vocês podem contar comigo porque eu estou preparada para ser Presidente da República”.
Serra encerrou sua participação contando um pouco de sua história de vida. O tucano destacou também a necessidade de se construir uma economia forte para se conseguir um crescimento sustentado. Serra afirmou que vai fortalecer os programas sociais e também pediu votos. “Quero pedir o seu voto, e se você já vota em mim, eu queria pedir uma coisa adicional, consiga mais um voto. Vamos juntos nessa batalha”.

Eleitor tem até 60 dias após eleição para justificar ausência de voto

Os eleitores que não puderam comparecer à votação dia 3 de outubro têm até 60 dias para justificar a ausência ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A ausência em cada turno da eleição deve ser justificada individualmente. Após o pleito, o eleitor deve encaminhar o formulário de justificativa preenchido ao juiz da zona eleitoral em que for inscrito. O requerimento pode ser entregue em qualquer cartório ou posto de atendimento eleitoral, ou, na impossibilidade, encaminhado, por via postal, ao cartório da zona eleitoral onde é inscrito o requerente.

O pedido deve conter a qualificação completa do eleitor (nome, data de nascimento, filiação, número do título e endereço atual), o motivo da ausência à votação, cabendo-lhe, ainda, apresentar documentos que comprovem sua identidade e as razões alegadas para justificar a ausência às urnas. O acolhimento ou não das alegações apresentadas ficará, sempre, a critério do magistrado. O eleitor pode justificar as ausências às eleições tantas vezes quantas forem necessárias, mas deve estar atento a eventual realização de revisão do eleitorado no município onde for inscrito, em decorrência da qual pode ter o seu título cancelado.

CONSEQUÊNCIAS

O eleitor, enquanto não regularizar sua situação com a Justiça Eleitoral, não poderá:

- inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

- receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

- participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, do Distrito Federal ou dos municípios, ou das respectivas autarquias;

- obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;

- obter passaporte ou carteira de identidade;

- renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

- praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda;

- obter Certidão de Quitação Eleitoral.

O eleitor que não votar em três eleições consecutivas, não justificar sua ausência e não quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada e, após seis anos, excluída do cadastro de eleitores.

A regra não se aplica aos eleitores cujo voto seja facultativo (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos, e maiores de 70 anos), e aos portadores de deficiência física ou mental que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, que requererem sua justificação pelo não-cumprimento das obrigações.

Fonte TSE

10 de out. de 2010

EX-PREFEITO E SEU FILHO SATISFEITOS COM O RESULTADO, AGRADECEM


Satisfeitos e felizes de receber o apoio do povo de Santa Terezinha em favor de seus candidatos, O ex-prefeito Adeval e seu filho DADA e todo o seu grupo socialista agradecem a família e a seus eleitores pela consagrada votação obtida no último dia 03 de outubro. Segundo o grande líder conhecido por ser resistente a luta,por ter palavra e ser acreditado, coisa que não se ver hoje em dia na política. Pois como todos sabem sofreu grandes decepções politicamente falando, desde 96 vem trabalhando a favor das mudanças e sempre buscando o melhor pra nossa gente, o resultado foi bastante satisfatório. Obrigado a todos. Finaliza Adeval.

DADA de Adeval.
Outro destaque importante é que esses votos aqui dos Teresinenses foram conquistados através dos nossos amigos, estamos extremamente satisfeitos e felizes com o povo de Santa Terezinha, dos distritos e da zona rural, que reconheceu mais uma vez em Ana Arraes uma mulher que trabalha pelo nosso Estado e principalmente pelo Sertão",Ângelo Ferreira desempenhou um trabalho na secretaria já mais visto em outros governos, mas o povo quis dá a resposta e ela veio, pois a briga era de gigantes. Era o ex-prefeito contra o atual, “briga pra deputado federal “, as urnas deram o resultado que foi surpresa pra uns, pra mim não. concluiu Dada de Adeval. Aproveito este blog para mais uma vez agradecer aos amigos, a minha família que acreditou e acredita em mim e em meu pai, nossos ideais por uma Santa Terezinha melhor, vamos continuar na política, nos encontramos no segundo turno no dia 31 deste e em 2012, pois como dizia meu avô Afonso. “ Na política só tem uma porta, a de entrar, a de sair só quando agente morre”.

Fotos arquivo da família.

Secretariado só sai em dezembro, garante Eduardo Campos




Como não poderia deixar de acontecer, o governador reeleito Eduardo Campos (PSB) comentou sobre a expressiva votação que teve no Estado (82,84% dos votos, o maior percentual de um governador nessas eleições). O gestor revelou que recebeu o resultado das urnas "com muita responsabilidade e muita emoção". "Entendemos que essa é uma expressão do reconhecimento ao nosso governo. Esses números batem com a avaliação que o governo tem de ótimo e bom. Víamos isso nas ruas durante toda a campanha, o reconhecimento ao trabalho do governo que tem procurado mudar a economia do Estado, as áreas estratégicas do serviço público, na segurança, na saúde, educação, o governo que tem colocado Pernambuco nesse ciclo de expansão q está vivendo. Acho que tudo isso contou.

Dilma promete cinema e biblioteca por cidade se eleita

Dilma defendeu, além do acesso de todas as faixas da população à cultura, a democratização da produção cultural no Brasil



Atualmente, há mais de 5 mil pontos de cultura, segundo a candidata
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, prometeu hoje que, se for eleita, cada município do País contará com uma biblioteca, uma sala de cinema e, pelo menos, um ponto de cultura. Durante vista à 29ª Bienal de São Paulo, ela ressaltou que é importante que "a biblioteca desperte o interesse pelos livros e outras formas de cultura, sendo de certa forma interativa". "Cerca de 90% dos municípios não tem mais salas de cinema. Sou da época em que havia uma em cada município, ou em muitos municípios", disse.

Atualmente, há mais de 5 mil pontos de cultura, segundo a candidata. "Os pontos de cultura são uma forma de organizar as manifestações culturais diversas deste País. Temos uma cultura riquíssima, tão rica quanto a nossa biodiversidade. Se nós somos um País 'biodiverso', e essa é uma das nossas grandes riquezas, também somos um País que tem uma diversidade cultural riquíssima e é por meio disso que vamos conseguir nos construir de forma mais forte como nação", afirmou.

Dilma defendeu, além do acesso de todas as faixas da população à cultura, a democratização da produção cultural no Brasil. "Da Bienal, passando por uma biblioteca em cada município, passando por salas multiuso, cinema, teatro e outros pontos de cultura, o que estamos tentando, de fato, é garantir que essa diversidade cultural do Brasil se manifeste."