14 de nov. de 2010

Ações de Eduardo em Lagoa Grande fazem oposição sonhar com prefeitura





A expressiva vitória do governador Eduardo Campos (PSB) diante do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), nas eleições de outubro passado em praticamente todos os municípios de Pernambuco, não foi diferente em Lagoa Grande, no sertão do São Francisco. Há quem garanta, neste caso, que não foram apenas as ações do Governo do Estado as únicas responsáveis por dar ao socialista uma vitória tão consagradora nas urnas de Lagoa Grande. A avaliação administrativa da prefeita Rose Garziera (PMDB) não é lá das melhores. Aliás, é péssima. Ao ponto de a oposição fazer praticamente um governo paralelo.
Com aliados de peso como o secretário Ranilson Ramos, os adversários de Rose conseguem emplacar ações relevantes para o município, a exemplo de duas máquinas retroescavadeiras para abrir cacimbas e barreiros no intuito de garantir armazenamento de água ao homem do campo quando as chuvas chegarem. Além disso, o estado disponibilizou 12 carros-pipas do IPA para abastecer as famílias atingidas pela estiagem.
Na sede, a promessa de Eduardo é de implantar um novo sistema de abastecimento d’água, no valor de R$ 1,2 milhão. O grupo de oposição também conseguiu com que a prefeitura retomasse outras obras com recursos estaduais que haviam sido paralisadas após a posse de Rose, em fevereiro de 2009 – como o estádio de futebol, o matadouro e o abastecimento d’água das comunidades do Riacho do Recreio e Açude Saco.
Como se não bastasse, a Enoteca e a Academia das Cidades deverão ser entregues até janeiro de 2011 – ano em que também está prevista a construção do pátio da feira livre, de uma balança de pesagem de caminhões e o início do saneamento completo da cidade e dos distritos de Jutaí, Ouro Verde e Vermelhos. Diante desse quadro, não é nenhuma surpresa que a oposição já faça ‘costuras’ para a corrida municipal de 2012. Segundo fontes, já existem três nomes dados como certo com disposição para enfrentar Rose. Mas um desses, evidentemente, é que será escolhido.

Bradesco assume folha de funcionários de Pernambuco






O Bradesco venceu o leilão pela folha de pagamentos do funcionalismo público de Pernambuco. A instituição ofereceu pagar R$ 700 milhões para ter o direito de gerenciar as contas de cerca de 218 mil servidores, pelo prazo de cinco anos. Na disputa pela folha, cujo preço mínimo era de 610 milhões de reais, o banco venceu o Santander, que concorria para manter a folha. Segundo o diretor-executivo Ademir Cossielo, o pagamento do próximo salário será feito pelo Bradesco.

Lula e Dilma decidem propor mínimo de R$ 550 em 2011





O jornal Folha de São Paulo deste sábado publicou matéria segundo a qual o presidente Lula (PT) e a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) querem fixar o valor do salário mínimo no próximo ano em no máximo R$ 550. Isso daria um aumento real de 2,2%, abaixo dos 7,7% reivindicados pelas centrais sindicais.

As equipes de Lula e Dilma avaliam que esse seria o valor mais aceitável do ponto de vista fiscal, sinalizando ao mercado financeiro que haverá uma busca de controle dos gastos públicos. Antes de viajarem para a Coreia do Sul, onde participaram do encontro do G-20, os dois orientaram suas equipes para barrarem projetos no Congresso Nacional que possam comprometer a meta de superavit primário de 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto) - toda economia do governo para pagamento de juros da dívida pública.

Mudança de Dilma é levada para a Granja do Torto. Veja a imagem







A presidente eleita Dilma Rousseff está de malas prontas para a sua nova residência em Brasília. Funcionários de transportadora fazem a mudança da petista, que deixa a casa alugada pela campanha no Lago Sul, área nobre da cidade, e passa a morar definitivamente na nova morada, uma das residências oficiais da presidência da República. O local é atualmente usado pelo presidente Lula como uma "casa de campo". A decisão tem como finalidade como finalidade dar mais privacidade e segurança Dilma. A foto é de Sérgio Lima/Folhapress.

Milton Coelho vai atrás de recursos em Brasília




Prefeito em exercício do Recife, Milton Coelho (PSB)

O prefeito em exercício do Recife, Milton Coelho (PSB), seguirá para Brasília na próxima terça-feira (16), onde terá duas reuniões com representantes do Governo Federal. Às 10h, o gestor se encontrará com a coordenadora-geral de Financiamentos Externos da Secretaria de Assuntos Internacionais (Seain), Cláudia Veiga, para discutir detalhes do Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais do Recife (Procidades). O projeto contempla ações estruturais para o Centro, e está avaliado em aproximadamente US$ 20 milhões, com financiamento do BID.

Às 14h30, Milton se reunirá com o subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto. Os dois vão debater questões do PAC Cordeiro e PAC Beberibe. O objetivo do encontro é reiterar a necessidade de continuidade da parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura do Recife para a área de saneamento, tanto dos contratos em andamento (PAC Beberibe e PAC Cordeiro), quanto para aqueles do PAC 2 – 2ª etapa da Bacia do Beberibe e 21 áreas pobres da bacia do Capibaribe. As reuniões serão na sede do Ministério do Planejamento e no Palácio do Planalto, respectivamente.

Orçamento municipal mais gordo para 2011





Governo municipal espera gastar R$ 2,9 bilhões. As áreas prioritárias são saúde, urbanismo e educação

A Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) prevê um orçamento de R$2,9 bilhões para 2011. O valor corresponde a um crescimento de 18,17% em relação à previsão orçamentária deste ano, atribuído à expectativa otimista da arrecadação. Para 2010, há uma estimativa de arrecadar R$ 1,9 bilhão, e em 2011, R$ 2 bilhões. Do total do orçamento, R$ 2,4 bilhões são recursos do tesouro municipal e R$ 469,3 milhões são oriundos de outras fontes, como órgãos e fundos instituídos pelo poder público.

De acordo com o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), os investimentos previstos na cidade são de R$ 522,1 milhões. Desse total, R$ 466,6 milhões são destinados às obras. Outros R$ 684,3 milhões representam valores convênios, transferências com destinações específicas e operações de crédito, entre os quais estão os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O valor das transferências da União e as do estado, em 2010, somam mais R$ 2 bilhões para o município.

O economistae professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Roberto Teixeira afirmou que o aumento no orçamento do Recife reflete a tendência de crescimento econômico do país, após o período de crise nos dois últimos anos. ´Na época, o governo retirou alguns tributos, como o IOF e IPI para que houvesse um incentivo na economia. A diminuição no valor dos eletrodomésticos foi outra estratégia que proporcionou um volume de compra grande e, consequentemente, aumentou muito a arrecadação`, explicou.

Outro fator destacado por Teixeira como positivo é o Produto Interno Bruto (PIB) do país que no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, atingiu 9% em relação ao mesmo período de 2009, a maior marca dos últimos 15 anos. Para Pernambuco, a situação foi ainda mais confortável. O crescimento foi de 12,4%, no segundo trimestre de 2010, o que corresponde a 3,6 pontos percentuais acima do Brasil, graças a investimentos em infraestrutura e instalação de empreendimentos.

O bom momento do estado reflete diretamente no orçamento da prefeitura. Como investir implica em gastar, a prefeitura pretende concentrar suas maiores despesas nas seguintes áreas: urbanismo, saúde, administração e educação, todas acima de R$ 500 milhões.

A previsão otimista para 2011 contrasta com a elaboração da LOA de 2010, quando a prefeitura ainda estava sob o impacto da crise econômica mundial de 2009. Naquele ano, o prefeito João da Costa (PT) reduziu o custeio da máquina e outros gastos do governo para garantir a realização de ações na cidade. Dizia que os efeitos da crise poderiam ser sentidos na prefeitura, com a redução da arrecadação. O ´clima` econômico mudou e as perspectivas para o próximo ano são melhores. O presidente da Câmara dos Vereadores, Múcio Magalhães (PT), lembrou que os cortes chegaram até o legislativo. O orçamento da Câmara em 2009 foi de R$ 78 milhões. Neste ano, caiu para R$ 73 milhões. Já em 2011, a previsão é de R$ 82 milhões.

O projeto da LOA 2011, que estima a receita e despesa da Prefeitura do Recife para o proximo ano, está sendo analisada pelos 37 vereadores desde 29 de setembro de 2010 e tem data prevista para votação da versão final no dia 30 de novembro, onde será encaminhado para o prefeito sancionar. Das 63 emendas que recebeu 30 são do presidente da Casa, Múcio Magalhães, mas, há contribuições de outros cinco parlamentares.

Despesas para 2011

Área - Gastos (R$)

Urbanismo 597.465.000,00
Saúde 582.849.000,00
Administração 581.307.000,00
Educação 507.850.000,00
Previdência Social 215.626.000,00
Reservas 92.500.000,00
Saneamento 89.629.000,00
Legislativa 82.500.000,00
Encargos Sociais 54.200.000,00
Cultura 39.449.000,00
Assistência Social 32.561.000,00
Habitação 30.471.000,00
Ciência e Tecnologia 17.657.000,00
Comércio e Serviços 16.224.500,00
Gestão Ambiental 14.899.000,00
Direito da Cidadania 5.210.000,00
Desporto e Lazer 4.552.000,00
Comunicação 2.014.000,00
Trabalho 955.500,00

Total 2.968.469.000,00

1 de nov. de 2010

O primeiro discurso da presidenta eleita Dilma Rousseff



Veja o primeiro discurso da presidente Dilma Rousseff eleitam em 31 de outubro de 2010. Dê um clique no link abaixo e veja na íntegra toda falação da nossa presidente.

Veja o resultado final das Eleições 2010



Veja o resultado da marcha da apuração da eleição do segundo turno realizada ontem dia 31 de outubro onde o Brasil escolheu Dilma Vana Rousseff do PT para suceder Luiz Inácio Lula da Silva por quatro anos a frente dos destinos de milhões de brasileiros que a escolheram e os que não votaram, os branco e os nulos, ambos pagam impostos e são merecedores de um bom governo.
Acesse o link e veja o geral nos estados e seus municípios.

TSE reconhece Dilma a primeira presidente do Brasil


Dilma Vana Rousseff (PT), 62 anos, foi eleita neste domingo (31) a primeira mulher presidente do Brasil. Com 92,53% dos votos apurados, às 19h04, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por José Serra (PSDB), que, até o mesmo horário, totalizava 44,57% . Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT.

Dilma reúne coordenação política da campanha para discutir governo de transição





A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) está reunida na manhã desta segunda-feira com a coordenação política de sua campanha discutindo o governo de transição e sua agenda para os próximos dias. A expectativa é de que a equipe de transição seja anunciada na próxima quarta-feira, tendo como coordenador político o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro Antonio Palocci como coordenador técnico. A primeira reunião já pode ocorrer na sexta-feira. "A festa foi ontem. Agora é hora de trabalhar", disse Palocci.

Alguns assessores afirmam que a presidente eleita deve tirar uma folga a partir desta terça-feira até sábado, no Rio Grande do Sul. No fim de semana, a petista volta a Brasília para acompanhar a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem à África e ao G-20. Dilma recebe os assessores em sua residência no Lago Sul, área nobre de Brasília. Além de Dutra e Palocci, estão presentes o coordenador do programa de governo e assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e o assessor Giles Azevedo, cotado para ser seu chefe de gabinete. Garcia disse que Dilma começou a receber ontem telefonemas de lideres internacionais parabenizando pela vitória, como o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

TRANSIÇÃO
Dilma tem uma verba de R$ 2,8 milhões e poderá contratar 50 funcionários para o governo de transição, que vai da proclamação da eleição (que em geral ocorre dois dias após o pleito) até 31 de dezembro. Em agosto, o Ministério do Planejamento criou um grupo de trabalho formado por 30 servidores de vários órgãos que ficarão responsáveis por fornecer à transição as informações necessárias sobre o governo federal.

Com esses dados, será formada a "agenda dos 120 dias", com todos as medidas de curto prazo, como contratos, pagamentos a serem feitos, ações institucionais que precisam ser cumpridas. A ideia da agenda é garantir que o próximo presidente não seja surpreendido por prazos e para dar continuidade a ações em andamento. O grupo de trabalho ficará responsável por fazer um levantamento do que foi prometido pelo presidente Lula na campanha de 2006 e comparar com o que foi realizado. O governo de transição será instalada no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).

Dilma é presidente ou presidenta?

Com a eleição da candidata Dilma Rousseff, o brasileiro vai ter, pela primeira vez, uma mulher ocupando a presidência da República. A partir de agora, é adequar o País à sua nova condição e ao correto uso do substantivo: presidente ou presidenta? Por isso, a Folha de Pernambuco procurou professores de Língua Portuguesa para explicar o uso mais adequado.

Segundo a professora Nei de Mendonça, do Departamento de Letras da Universidade Católica de Pernambuco, gramaticalmente, o feminino de “presidente” é “presidenta”. “Quem faz a língua é o povo. Eu acredito que vai haver uma rejeição em relação ao feminino do substantivo”, diz a professora. No caso da fra se: “Dilma é a primeira mulher presidente do Brasil”, onde o substantivo tem função morfológica de adjetivo no predicado, a regra é que a palavra fique no masculino para qualquer gênero do sujeito. Neide Mendonça explica que o Vocabulário Ortográfico da Lingua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras, permite os dois usos.

Já a professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Nelly Carvalho, explica que a norma canônica diz que “presidente” é um substantivo uniforme e, sendo assim, não tem variação de gênero. “Como em cliente. Ninguém fala clienta. Não existe a forma ‘presidenta’ dicionarizada”, analisa Nelly.Mas talvez a explicação mais elucidativa seja: como se trata de um cargo, não há variação de gênero. A professora da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire) e doutoranda em Linguística pela UFPE, Ângela Torres, também defende o uso do vocábulo “presidente”.

“A norma gramatical permite certas formações de femininos, mas um estudo recente da UFPE mostra que, quando falamos de cargos, não tem que haver variação. Diante disso, é esquisito chamar ‘soldada’, ‘sargenta’. A língua permite, mas pelo perfil da sociedade, melhor optar pelo formato masculino para não haver mudança brusca. Usar ‘a presidente’ vai soar menos mal”, explica. “Estamos em um momento de transição linguística, pode acontecer que haja uma adequação ao uso de ‘presidenta’, mas não podemos garantir”, finaliza Ângela Torres. Seguindo a orientação das especialistas, a Folha de Pernambuco usará a forma no masculino.

Eduardo Campos, um apoio decisivo para Dilma





O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, vive um momento especial na presidência do PSB. Ele próprio foi reeleito com o maior porcentual de votos obtidos por um candidato a cargo majoritário nestas eleições: 82,84%. O segundo mais votado também é filiado ao partido, Renato Casagrande, escolhido no Espírito Santo por 82,3% dos eleitores. No fim das contas, a legenda elegeu seis governadores e viu sua bancada no Congresso crescer: agora são três senadores e 34 deputados federais. “O PSB está construindo uma marca que inclui a participação da sociedade”, afirma Campos, que emerge da disputa eleitoral como um dos mais promissores quadros da política nacional.

Como o senhor explica o resultado da eleição 2010 para o PSB?
Tivemos um crescimento consistente e atingimos outro patamar. Elegemos seis governadores e a bancada federal cresceu em quantidade e expressão política. O partido sai maior da eleição e com mais responsabilidades.

E o fato de ter os dois governadores proporcionalmente mais votados?
Acho que o PSB está construindo uma marca que inclui a participação da sociedade, que escolhe as prioridades e tem capacidade de realizá-las. É o discurso junto à ação concreta. Fazemos inovações na gestão pública, garantindo dessa forma que o Estado fique mais próximo de quem precisa da escola pública que funciona, da saúde que funciona, de uma segurança pública melhor. Ou seja, não é só fazer obras, mas fazer funcionar o serviço público de forma que melhore a vida das pessoas. Estamos construindo essa marca nos governos do PSB Brasil afora.

O crescimento do partido não pode causar mal-estar aos demais aliados e legendas de esquerda?
Acho que não. Pode gerar um exemplo: como nós aprendemos com tantas outras forças políticas. Fomos buscar, sem preconceito, experiências em administração de aliados e de adversários. Hoje o PSB tem experiência na implantação de escola em tempo integral, capacitação de jovens e adultos em cursos técnicos com êxito. Algumas coisas o PSB foi lá e procurou. Outras desenvolvemos nas nossas administrações.

Em quais governos vocês se inspiraram?
Em governos do PT, PDT, PSDB. Fomos ver coisas que efetivamente estavam funcionando. Quando fomos fazer, em Pernambuco, o Pacto pela Vida (programa de combate à violência), efetivamente antes do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), fomos ver o que estava sendo desenvolvido no Rio de Janeiro, na gestão do PMDB; em Minas Gerais, na administração do PSDB:, em São Paulo, em prefeituras do PT. O resultado é que em três anos reduzimos o número de homicídios na capital em 40%.

Qual a marca do partido?
Compromisso com gestões democráticas, que apostam na transparência. É iniciativa do (João) Capiberibe (PSB-AP) a lei da transparência que foi sancionada pelo presidente Lula. Queremos a participação da população, a transparência na gestão, modelos que busquem metas, o fortalecimento de carreiras do serviço público pactuado com resultados.

O PSB que vai se apresentar para o próximo governo é diferente do PSB que se apresentou para o governo do presidente Lula. Como será a participação do partido no próximo governo?
Esse assunto diz respeito à presidente eleita, não diz respeito ao partido. Queremos ajudar a Dilma (Rousseff) a fazer um grande governo, para ela aprofundar as mudanças iniciadas pelo governo Lula. Ela sabe qual é a natureza da contribuição do PSB. Ela viu ao longo desses oito anos a relação republicana que o PSB sempre teve com o presidente Lula. Nós vamos manter o padrão dessa relação. Uma relação de muito respeito, pautada pelos mais elevados interesses do País, uma relação de companheirismo, lealdade, correção. Estamos aí para ajudá-la nesta missão, que não é fácil.

Pela própria natureza da relação republicana, a participação de quadros do PSB será maior do que a que o presidente Lula teve?
Acho que o PSB ampliou a sua expressão no Brasil, mas a participação que vamos ter diz respeito a ela. Que governo ela vai poder formar, como ela vai poder formar. Nós queremos contribuir com ideias, com projetos. Ela sabe que o PSB é um partido que tem quadros com experiência, mas o nosso apoio não passa pela barganha de cargos. Participamos quando chamados e procuramos apontar companheiros que se portaram com muita correção, ajudando o governo. Passadas as eleições, vai ter o processo de transição. A presidente, quando entender que é chegada a hora, vai iniciar essa conversa com naturalidade. Ela sabe que nós estaremos prontos para ajudá-la.

O PSB apresenta-se como um partido de esquerda no governo Dilma?
Em um governo de frente são naturais os pesos e contrapesos. Nós queremos ajudar com as forças que temos mais identidade. Queremos puxar o governo para o caminho de avanço, de transformação. É bom para ela e para o governo dela.

O PSB é um partido que se relaciona bem com o PSDB não paulista. O senador eleito Aécio Neves teve o apoio do PSB no governo dele.
E nós tivemos o apoio dele para governar a capital, Belo Horizonte. O apoio do PSDB e do PT para ganharmos a capital.

Em Curitiba também.
Fomos o vice do (governador eleito) Beto Richa (PSDB-PR), que deixou a prefeitura de Curitiba sob o comando de um quadro do PSB, que é Luciano Ducci.

Existe uma facilidade de diálogo com o PSDB não paulista?
Sempre fomos um partido de diálogo. Entendemos que existem as circunstâncias históricas e políticas. Muitas vezes São Paulo exporta diferenças que não são da realidade política nacional. Às vezes a gente convive com forças que estão mais distantes do ponto de vista ideológico, do ponto de vista político, do que muitos quadros do PSDB, com quem a gente militou, para construir a democracia, com quem a gente desenvolveu, durante anos, causas importantes: como a causa da anistia, a causa da eleição direta, a consolidação do SUS, a causa pela educação pública gratuita de qualidade. Nós mantemos essa relação. Precisamos deixar os traumas de uma campanha profundamente despolitizada no passado. Ganhamos as eleições para presidente da República. Nós, do PSB, ganhamos em seis estados, o PT ganhou em estados importantes, mas o PSDB, que perdeu a eleição presidencial, ganhou em estados muito importantes da Federação. Acredito que o diálogo é do interesse desses governadores eleitos. Desmontar os palanques e dialogar.

A reforma política deve estar na pauta da próxima legislatura no Congresso. Que contribuições o PSB pretende dar?
Essa é uma das reformas que o Brasil deve ao seu futuro, à sociedade. A reforma tributária ampla e a reforma política são estratégicas. O Brasil tem aí o maior período democrático de sua história republicana. Não são muitos anos. E a cada eleição temos uma regra. Seja votada de última hora no Congresso, seja uma regra que nem é votada, uma resolução da Justiça Eleitoral. Isso já cansou o Brasil. O Código Eleitoral é de 1965, da ditadura. Precisamos fazer uma reforma que fortaleça os partidos, garanta o financiamento público de campanha e que aproxime a população da política.

É um momento oportuno para novas acomodações partidárias?
Não vejo a reforma política por isso. Tem gente que vê uma janela para a fusão de partidos. Talvez isso seja o produto menos valioso da reforma política. Uma reforma política que esteja à altura do tamanho que esse País tem hoje no conceito internacional não pode ser feita para a próxima eleição. A gente precisa fazer duas reformas, a política e a tributária, para a próxima década. Fazer a implantação de maneira que tire o sujeito que vai votar. Pensar na sobrevivência política é compreensível, mas ela nem sempre conduz ao melhor voto, à melhor atitude. Às vezes gera uma atitude conservadora. Precisa de um amortecimento no tempo. Se a gente tivesse feito isso na reforma tributária, hoje não se teria essa maluquice do sistema tributário do Brasil, que não serve para quem compra, para quem paga ou para quem cobra. Serve para os advogados ou para quem sonega, que derruba, na concorrência, quem cumpre suas obrigações.

O PSB estaria aberto para nomes como de Aécio Neves?
O PSB tem as portas abertas para pessoas como Aécio. Temos uma boa relação com ele. Mas ele tem declarado que está bem no PSDB. Ele sabe que no PSB tem muitos amigos.

Que outros temas seriam interessantes na reforma política?
Calendário eleitoral único, como eleições municipais, estaduais e federais. Fim da reeleição. O PSB já se posicionou contra a reeleição e favorável ao mandato de cinco anos.

Qual sua avaliação da campanha eleitoral de 2010?
Acho que ela serve de exemplo de como não se deve fazer uma campanha, sobretudo, para as forças que perderam a eleição. Existem duas formas de se perder uma eleição: eleitoralmente e na política. A oposição perdeu na política e é a forma mais grave. Passada a eleição, não fica o legado de teses, de ideias, de projetos defendidos. A campanha derivou para temas e fatos isolados que efetivamente não guardam nem coerência com a biografia do próprio candidato da oposição.

Imprensa internacional destaca vitória de "herdeira" e "protegida" de Lula





As edições online dos principais jornais do mundo repercutem nesta noite a vitória da primeira presidente que o Brasil já teve. A vitória de Dilma Rousseff teve como foco o fato de a candidata eleita ser a "herdeira" e "protegida" de Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos primeiros a noticiar a vitória da petista, o espanhol El País, destacou em seu site que o presidente Lula "sempre deixou claro que a vitória de sua candidata era uma vitória dele próprio". A página ainda ressaltou que ela terá a tarefa de comandar o país que melhor representa o crescimento de novas potências mundiais.
Um dos mais importantes jornais do mundo, o New York Times destacou que a "ex-guerrilheira" Dilma foi vitoriosa após a promessa de "seguir com as políticas que tiraram milhões da pobreza" e tornaram o Brasil "uma das mais quentes economias do mundo". O diário americano lembrou que a presidente eleita fez parte de um governo que tirou cerca de 10% da população da extrema pobreza, "um legado grande demais para Serra superar".
O Wall Street Journal, bússola do mercado financeiro, publicou que a vitória da petista foi "selada pela ampla prosperidade econômica" e pela popularidade de seu "predecessor e mentor", Lula. Também classifica Dilma como uma "burocrata" relativamente desconhecida. O The Washington Post seguiu a linha do Wall Street Journal, considerando que o resultado das eleições demonstram a lealdade do povo ao atual presidente.
O La Repubblica afirmou que a "pupila" do presidente Lula se elegeu dentro de sondagens que "sempre deram no mínimo 10% de margem". O jornal italiano não explorou a eleição brasileira, usando inclusive uma imagem antiga de Dilma. Entre os periódicos franceses, o Le Monde não esconde sua simpatia e coloca a candidata petista como uma "sobrevivente de um câncer" e herdeira política do presidente "mais popular" da história do Brasil. O Le Figaro, mais crítico, destaca no título que a campanha foi "deletéria" (degradante), dizendo que o país está há "fogo e sangue" após a disputa.
O jornal britânico The Guardian destaca a história de Dilma como "ex-rebelde marxista" e a negativa do partido verde em apoiar a candidata do governo, o que lhe daria uma maioria "instantânea". O passado de luta armada da petista também foi lembrado pelo The Times. O argentino La Nación escreveu em sua edição online que a petista "arrasou com 55,05%" dos votos. Chamada de "eleita de Lula", a vitória de Dilma foi classificada como "a boa notícia do Brasil" por um analista político do jonal. O Clarín, por sua vez, optou por ressaltar o fato de o país ter escolhido sua primeira presidente mulher com um "contundente triunfo".
O português Diário de Notícias destaca na capa a altíssima abstenção destas eleições. "Apesar do voto ser obrigatório no Brasil, a abstenção ronda os 21%." O também português Correio da Manhã destacou que "mesmo antes do resultado oficial, Dilma já falava como presidente e disse que irá governar para todos os brasileiros".

Dilma atinge quase 76% dos votos dos pernambucanos





Em Pernambuco, com 99,7% dos votos apurados até o momento, Dilma Rouseff lidera com 3.457.127 votos, ou 75,64%. José Serra teve 1.113.156, 24,36%.
A abstenção em Pernambuco foi de 21,96%, bem abaixo de alguns municípios sertanejos como Afogados da Ingazeira (30,67%), Iguaracy (31,98%), Santa Terezinha (31,83%) e São José do Egito (28,82%).

VOTAÇÃO OFICIAL : SANTA TEREZINHA
Dilma : 4.207 (78,86%)
Serra : 1.128 (21,14%)
Abstenção : 31,83%

VOTAÇÃO OFICIAL : ITAPETIM
Dilma : 6.447 (83,09%)
Serra : 1.312 (16,91%)
Abstenção : 20,32%

VOTAÇÃO OFICIAL : CALUMBI
Dilma : 4.142 (96,51%)
Serra : 150 (3,49%)
Abstenção : 22,99%

VOTAÇÃO OFICIAL : ARCOVERDE
Dilma : 26.972 (82,53%)
Serra : 5.708 (17,47%)
Abstenção : 24,61%

VOTAÇÃO OFICIAL : TUPARETAMA
Dilma : 4.773 (89,48%)
Serra : 561 (10,62%)
Abstenção : 23,98%

VOTAÇÃO OFICIAL : TRIUNFO
Dilma : 7.339 (89,54%)
Serra : 857 (10,46%)
Abstenção : 26,31%

VOTAÇÃO OFICIAL : TABIRA
Dilma : 11.663 (86,23%)
Serra : 1.862 (13,77%)
Abstenção : 27,80%

VOTAÇÃO OFICIAL : SOLIDÃO
Dilma : 3.067 (87,96%)
Serra : 421 (12,07%)
Abstenção : 26,54%

VOTAÇÃO OFICIAL : SERTÂNIA
Dilma : 13.959 (81,61%)
Serra : 3.145 (18,39%)
Abstenção : 19,96%

VOTAÇÃO OFICIAL : SERRA TALHADA
Dilma : 35.586 (90,8%)
Serra : 3.604 (9,2%)
Abstenção : 26,32%

VOTAÇÃO OFICIAL : SÃO JOSÉ DO EGITO
Dilma : 13.224 (81,25%)
Serra : 3.052 (18,75%)
Abstenção : 28,82%

VOTAÇÃO OFICIAL : SANTA CRUZ DA BAIXA VERDE
Dilma : 6.359 (92,82%)
Serra : 492 (7,18%)
Abstenção : 18,12%

VOTAÇÃO OFICIAL : QUIXABA
Dilma : 3.619 (93,54%)
Serra : 250 (6,46%)
Abstenção : 25,62%

VOTAÇÃO OFICIAL : FLORES
Dilma : 10.266 (93,06%)
Serra : 765 (6,94%)
Abstenção : 22,26%

VOTAÇÃO OFICIAL : CARNAÍBA
Dilma : 8.445 (84,21%)
Serra : 1.583 (15,79 %)
Abstenção : 24,52%

VOTAÇÃO OFICIAL : INGAZEIRA
Dilma : 2.235 (85,7%)
Serra : 373 (14,3%)
Abstenção : 21,10%

VOTAÇÃO OFICIAL : IGUARACY
Dilma : 4.877 (78,4%)
Serra : 1.344 (21,6%)
Abstenção : 31,98%

VOTAÇÃO OFICIAL : AFOGADOS DA INGAZEIRA
Dilma Roussef : 12.593 (78,4%)
José Serra : 5.195 (21,6%)
Abstenção : 30,67%

José Serra perde em todos os municípios de Pernambuco





A derrota do candidato José Serra foi ainda mais dura em Pernambuco e mais três estados do País (Amazonas, Amapá e Maranhão), onde o tucano não conseguiu vencer a petista Dilma Rousseff em nenhuma cidade desses locais. No município de Calumbi, a candidata governista conseguiu 96,52% dos votos válidos contra 3,49% de Serra. Segundo informações do TSE, 4.454 eleitores foram às urnas na cidade.

No Amazonas, Dilma venceu em quase todos os municípios com mais de 65%. Ela teve 80,57% dos votos válidos no total. Além disso, Serra só saiu vitorioso em uma cidade do Ceará (Viçosa do Ceará), por menos de mil votos, e em duas do Piauí (Uuruçuí e Tamboril do Piauí). Na última, a diferença foi de apenas 18 votos. Dilma ganhou em todos os estados nordestinos.